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Revolução Francesa – O que foi um resumo e suas causas.

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Revolução Francesa Resumo

Revolução Francesa influenciou toda a história da Europa e da América passagem do século XVIII para o XIX. Nossa maneira de pensar a política hoje ainda traz muitos valores que nasceram com a revolução, como a preocupação com os direitos humanos e a divisão entre os partidos de esquerda e os de direita.

A revolução foi obra do Terceiro Estado. O auge da revolução se deu qual o partido jacobino, liderado por  Robespierre, assumiu a direção do Estado. Então, várias medidas foram tomadas a favor das camadas sociais populares.

Por fim, a grande Burguesia retomou o controle e, por meio do governo de Napoleão Bonaparte, consolidou a nova sociedade. A frança deixou de ser absolutista e feudal. Estavam abertas as portas para o desenvolvimento pleno do capitalismo.

Fim do Resumo da Revolução Francesa.

A grande Revolução Francesa

Você acha que o Brasil seria mais justo se o governo tomasse uma parte das terras dos fazendeiros mais ricos e a distri

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Os ideais
revolucionários
de Liberdade,
Igualdade e
Fraternidade estão
representados
no azul, branco
e vermelho da
bandeira francesa

buísse entre as famílias de camponeses sem-terra? Como é possível fazer leis justas? As pessoas comuns devem ter o direito de criticar o governo? Quais são os direitos do cidadão? Qual é a melhor maneira de resolver os problemas sociais: com reformas lentas e graduais ou uma mudança rápida e radical, ou seja, por meio de uma revolução? Todas essas perguntas são bastante atuais, não concorda? Mas você sabe quando foi que elas foram colocadas pela primeira vez? Durante a célebre Revolução Francesa, iniciada na data de 1789!

A Revolução Francesa não foi apenas francesa. Toda a Europa se viu abalada. Os governos do Antigo Regime a odiaram desde o seu berço. Em todos os países, porém, havia jovens entusiasmados com a “nova era de libertação”. Na América, muitas pessoas também saudaram as grandes transformações e sonharam em modificar as sociedades coloniais.

Como você percebe, a Revolução Francesa exerceu uma extraordinária influência na história da humanidade. Estudá-la nos ajuda a compreender como foi fundado o mundo contemporâneo.

Causas de Revolução Francesa

Revolução Francesa: Insatisfação Social

No final do século XVIII, a situação econômica e social da França era gravíssima. De cada 100 franceses, 85 eram camponeses que, em geral, trabalhavam nas terras de um nobre ou de uma ordem religiosa católica. Estavam submetidos a terríveis obrigações feudais. Tinham, por exemplo, de entregar uma parte da colheita ou então trabalhar vários dias de graça para o proprietário da terra. Também pagavam um dízimo obrigatório à Igreja. No final, sobrava para eles muito pouco: os camponeses, que produziam os alimentos, quase não tinham o que comer! Passavam fome, moravam em casebres com chão de terra, não tinham uma escola onde estudar.

Nas cidades também havia muita miséria. Os artesãos, os operários das manufaturas e os pequenos lojistas formavam um grupo social chamado de sans- culottes. Sofriam com os preços altos do pão e os impostos pesados cobrados pelo Estado. Eram constantemente humilhados pelos funcionários do rei.

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Obra do pintor rococó DeTroy (1731) mostra a vida elegante e despreocupada da aristocracia francesa.

A maioria dos burgueses, por sua vez, também não estava satisfeita. Pagavam ao governo impostos tão altos que dispunham de pouco capital para investir. Além disso, o governo utilizava o dinheiro dos impostos para sustentar o luxo da nobreza. Os burgueses, é claro, preferiam que o Estado empregasse o dinheiro no incentivo ao crescimento dos negócios, como na abertura de estradas e na melhoria dos portos. Mas o Estado francês muitas vezes prejudicava as atividades da burguesia. Em 1786, por exemplo, o rei autorizou que os tecidos ingleses fossem vendidos livremente na França, concorrendo com os franceses.

 

Revolução Francesa: Tensão Social

Você pode imaginar o ódio que grande parte da nação francesa sentia diante dos privilégios dos nobres. Os

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Na véspera da revolução, quase todo o salário de um sans-culotte (88%) era gasto para adquirir pão. Quase não sobrava nada para comprar outras coisas necessárias,

camponeses pensavam: “E se não tivéssemos de pagar esses tributos feudais? E se esta terra fosse nossa? Será que passaríamos fome? Será que nossos filhos morreriam por causa de doenças?” Os sans-culottes também deviam se perguntar: “E se nós não pagássemos tantos impostos para o Estado? Não sobra­ria mais para comprar uma ferramenta ou um pouco de carne? Por que viver na pe­núria enquanto os nobres levam uma vida tão rica?” A própria burguesia também so­nhava: “E se não pagássemos tantos im­postos, não sobraria mais para podermos investir? E se um dia nós pudéssemos in­fluenciar o governo, ele não faria leis favo­ráveis ao crescimento dos negócios?”

 

Esses pensamentos se juntaram às idéias iluministas. Durante décadas a fio, as novas idéias se espalharam pela França. Escritores habilidosos criavam histórias engraçadas que transmitiam com humor e simplicidade o pensamento ilustrado. Até mesmo pes­soas desacostumadas a ler, como emprega­dos do comércio, lavadeiras e criados liam essas obras e compreendiam a mensagem que elas continham, de luta contra a tirania. O espírito de revolta estava fermentando.

Revolução Francesa: Os privilégios

Ao contrário da maioria dos franceses, os nobres e o alto clero (bispos, abades) pare­ciam bastante satisfeitos. Moravam em palá­cios luxuosos, fartavam-se de boa comida e bebida, levavam uma vida calma e cheia de prazeres. Não trabalhavam nem se preocupavam com a economia. Viviam à custa dos tributos feudais pagos pelos camponeses.

Os nobres e a Igreja quase não paga­vam impostos. Mas centenas de nobres rece­biam gordas pensões do Estado. Ou seja, o povo francês arcava com os impostos para que o rei sustentasse o alto padrão de vida dos nobres da corte.

Boemia literária, Revolução e iluminismo

 

 

Revolução Francesa e Iluminismo revolução francesa Revolução Francesa – O que foi um resumo e suas causas. Revolu    o Francesa e Iluminsmo e1516978571770 208x300
O século da ilustração também foi o século da alfabetização. Na França do final do século XVIII, dois em cada três homens e quase metade das mulheres já sabiam ler. Muitas damas da aristocracia se interessavam por ciências e Filosofia, promovendo encontros intelectuais em seus salões. Mas só podiam publicar livros com pseudônimos masculinos. (Pintura de Fragonard.)

revolução Francesa se apoiou nas idéias iluministas. Mas poucos liam as obras originais de Voltaire, Diderot, Montesquieu e Rousseau. A maioria da população absorveu os ideais da filosofia das luzes conversando com amigos bem informados ou então lendo pequenos livros de autores hoje quase esquecidos. Esses autores não criaram idéias novas, mas seus livrinhos eram escritos em linguagem fácil e atraente para as pessoas com pouco estudo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A crise do Antigo Regime

Nos dois anos que antecederam o início da revolução ocorreram graves acidentes meteorológicos. Enchentes, secas e nevadas impediram as colheitas e mataram o gado. A produção diminuiu bastante e a fome sacri­ficou as famílias camponesas.

A queda na produção provocou o au­mento dos preços dos alimentos. Nas cida­des, a comida era escassa e caríssima. A si­tuação dos sans-culottes ficou dramática.

Para complicar, o Estado francês estava à beira da falência. O governo sempre havia gastado demais com a m

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Gravura revolucionária do século XVIII: o Terceiro Estado se livra dos grilhões, para o desespero da nobreza e do clero.

anutenção do exérci­to, a construção de palácios e a concessão de privilégios às famílias nobres. Num certo mo­mento, as dívidas do governo ficaram maiores do que a arrecadação dos impostos. Ou seja, o Estado estava gastando mais do que recebia!

 

Alguns ministros examinaram as contas do governo e sugeriram ao rei Luís XVI que os nobres passassem a pagar impostos. Com isso, a nobreza se rebelou. Ela não aceitava perder os privilégios feudais.

Como resolver então o grave problema fi­nanceiro? Como o Estado poderia obter mais dinheiro para pagar suas dívidas? Preocupa­do, o rei Luís XVI resolveu consultar a socie­dade francesa. Convocou a Assembléia dos Estados Gerais.

Um panfleto famoso

Um membro da Igreja favorável ao Terceiro Estado, o abade Sieyès, escreveu um panfle­to muito comentado na época. Nele, se per­guntava: “O que é o Terceiro Estado? Tudo. 0 que foi até o presente na ordem política? Nada. O que solicita? Ser alguma coisa”.

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